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Lazinho cita problemas no campo e critica orçamento da Seagri

por Igor_Cruz — publicado 19/03/2015 10h50, última modificação 19/03/2015 10h50
Deputados afirmam que Governo do Estado deve investir mais na agricultura familiar...

 

O deputado Lazinho da Fetagro (PT) reforçou sua preocupação com o setor produtivo e a agricultura familiar de Rondônia durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa. Ele disse que na época em que não era político, o setor agrícola do Estado era conduzido de forma diferente do modelo atual.

“Hoje temos um modelo arcaico, desestimulante e que vem gerando o êxodo rural”, destacou Lazinho. Para o deputado, a política voltada para a agricultura familiar não incentiva os produtores rurais e não é vista com prioridade como ocorre em outros setores.

Segundo o parlamentar, existe uma grande diferença na aplicação das políticas públicas no campo, se comparada a zona urbana. “Não venham me dizer que a energia elétrica colocada no campo chegou em tempo hábil”, declarou.

Lazinho da Fetagro criticou o valor do orçamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (Seagri), voltado para investimentos no campo.

“De um total de 47 milhões de reais, apenas quatro milhões para investimentos? Precisamos lembrar que campo vazio representa gente desempregada nas cidades”, alertou o deputado.

O parlamentar também destacou a importância das Escolas Famílias Agrícolas, que incentivam, estimulam, dão segurança e ensinam o valor do trabalhador rural para os filhos do campo.

“É um ensino real, onde os alunos aprendem que ser agricultor é digno. E muitas vezes essas escolas são mantidas pelos próprios pais, porque não temos orçamentos específicos voltados para a educação no campo”, disse.

De acordo com o deputado, a falta de recursos não fica somente na área da educação no campo. Segundo ele, há anos problemas burocráticos impedem a instalação de um laboratório de análises na Embrapa, em Rondônia.

 O problema, segundo o parlamentar, afeta várias cadeias produtivas no Estado, que, por não ter um instituto de pesquisa, não oferece subsídio técnico para os produtores.

“Se precisarmos fazer a análise de um solo, por exemplo, temos que mandar amostras para Cuiabá ou pedir para uma faculdade. O mesmo ocorre com análises do leite. Não temos laboratório pra isso”, informou.

Em aparte, o deputado Adelino Follador (DEM) destacou sua preocupação com a bacia leiteira e a desvalorização do leite em Rondônia. O parlamentar disse que os custos da produção sobem a cada dia e o preço do litro do leite não acompanha o aumento gerado pela inflação.

Segundo Follador, o setor leiteiro é um dos que mais empregam em Rondônia e o assunto deve ser discutido na Comissão de Agropecuária e Políticas Rurais. “Precisamos saber o que está sendo feito com o dinheiro do Pró-Leite”, sugeriu o deputado, que finalizou dizendo que o pequeno agricultor precisa de ajuda.

Lazinho da Fetagro destacou que pior do que o preço baixo do leite é o produtor leiteiro não saber por quanto sua produção está sendo vendida. O deputado, que é presidente da Comissão de Agropecuária, confirmou que o assunto será debatido na próxima reunião e afirmou que a intenção dos deputados não é prejudicar as grandes empresas do ramo do leite e sim ajudar os produtores.

Também em aparte, o deputado Aélcio da TV (PP) afirmou também se preocupar com o orçamento da Seagri, o qual chamou de “valor pífio”, e destacou que Rondônia já foi um Estado preparado para a agricultura, mas que hoje não atende a demanda. “Com um orçamento desse é o mesmo que dizer que a agricultura em Rondônia não representa absolutamente nada”, declarou.

O deputado Edson Martins (PMDB) parabenizou a agricultura do município Urupá e disse considerar o setor agrícola o pilar da sustentação econômica de Rondônia. “Precisamos subsidiar condições aos nossos trabalhadores rurais, pois estamos permitindo a redução desse setor. Precisamos aproveitar mais o nosso solo”, afirmou.

Lazinho da Fetagro disse estar satisfeito por ver que temas ligados à agricultura voltaram a ser discutidos na Assembleia Legislativa e confirmou que mesmo diante das dificuldades o setor já teve avanços. “Não podemos permitir que programas do setor agrícola se percam. Vamos avançar ainda mais”, destacou o deputado.

 

ALE/RO - DECOM - [Juliana Martins]

Foto: ALE/RO - DECOM - [José Hilde]

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