Comissão de Fiscalização apura falhas no monitoramento de presos

por Ronaldo Afonso do Amaral publicado 03/09/2019 19h50, última modificação 03/09/2019 19h50
Deputados querem apurar se, mesmo serviço não sendo devidamente executado, foi pago pelo Estado


A Comissão de Fiscalização e Controle (CFC), se reuniu na manhã desta terça-feira (03), no plenarinho 01 da Assembleia Legislativa, sob a presidência do deputado Cabo Jhony Paixão (PRB) e com as presenças dos deputados Dr. Neidson (PMN) e Luizinho Goebel (PV). Na pauta, a principal discussão foi a denúncia de falhas nas tornozeleiras eletrônicas, implantadas em apenados do sistema prisional. 

O presidente da CFC relatou que a empresa de monitoramento contratada não estaria realizando o serviço a contento, segundo relatos de responsáveis pelo acompanhamento dos apenados com as tornozeleiras nas unidades de Cacoal, Pimenta Bueno, Espigão do Oeste, Nova Brasilândia, Ji-Paraná, Jaru, Cerejeiras, Ouro Preto do Oeste, Alvorada do Oeste, Presidente Médici, São Francisco e São Miguel do Guaporé. 

"É um número muito grande de municípios e de apenados, que segundo denúncia, não estariam sendo devidamente monitorados, por falhas no sistema da empresa contratada. São mais de 2.500 presos nessa situação que, conforme a denúncia, podem praticar qualquer tipo de crime que não serão alertados pelo monitoramento, o que muito nos preocupa", relatou Cabo Jhony. 

Para o parlamentar, "se temos essa falha preocupante na segurança, cabe ainda uma observação: o Estado está pagando a empresa, mesmo ela não prestando a contrapartida no serviço? Não podemos aceitar que o Governo pague por uma coisa que, efetivamente, não esteja sendo feita", alertou. 

A Comissão aprovou o pedido do seu presidente para que encaminhe à Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), um pedido para que o contrato com a empresa de monitoramento, seja destinado à CFC, para as devidas apurações. 

 

Detran 

Uma outra questão discutida envolve a diretora adjunta do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Benedita Aparecida. A Comissão foi informada pelo Ministério Público que a denúncia de que familiares da adjunta seriam donos de empresas que prestam serviços ao Detran serão apuradas na 5ª Promotoria de Porto Velho.

Texto: Eranildo Costa Luna-Decom-ALE/RO 

Fotos: Marcos Figueira-Decom-ALE/RO


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