Deputado Anderson diz que bloqueio do salário dos servidores é injusto no momento de pandemia

por Ana Carolina Custódio publicado 23/09/2020 11h15, última modificação 23/09/2020 11h15
Parlamentar lembrou que, com as demissões no setor privado, a economia de muitos municípios depende do salário dos servidores

Em discurso na sessão plenária de terça-feira (22), o deputado estadual Anderson Pereira (PROS) mostrou preocupação com o risco de bloqueio do salário dos servidores públicos de Rondônia devido ao não recadastramento obrigatório feito anualmente.  Ele apontou que erros no sistema para acesso ao processo revoltaram os servidores, que não conseguiram fazer o cadastramento para evitar esse bloqueio, que considerou injusto, caso ocorra, justo neste período de pandemia do novo coronavírus.

Segundo o parlamentar, o servidor que não fizer ou até mesmo atrasar o recadastramento terá o salário bloqueado. “O governo prorrogou o prazo para a conclusão do recadastramento, porém o sistema da Sepog e Segep é ineficiente, primeiro que o servidor não consegue mexer, envia a informação, pois o sistema diz que está pendente de envio de dados, outros precisam se deslocar até o órgão para resolver o “problema”, resultando em uma intensa lista de servidores que podem ficar sem salário”, disse Anderson.

O parlamentar ressaltou que a pandemia do novo coronavírus acarretou em demissões no comércio e em vários outros setores, onde muitos pais de famílias estão sofrendo com desemprego a espera de um pós-pandemia, que ninguém sabe quando será, e agora,  pode bloquear salários de servidores, que em muitas cidades de Rondônia é o que fomenta a economia.

“Eu acredito que pela ineficiência do próprio sistema,  o prazo para a entrega destas declarações deveria ser prorrogado novamente e  ter  um setor exclusivo para que o servidor possa tirar suas dúvidas para resolver os problema, pois existem inúmeros servidores que são leigos quanto a questão de informática e precisam de uma orientação técnica para mexer no sistema, que é complexo” destacou o parlamentar.

Preocupado, Anderson pede que o governo e a Casa Civil revejam essa questão e não permitam esse bloqueio, observando detalhadamente a situação de cada servidor.

Texto: Assessoria

Foto: Marcos Figueira-ALE/RO