Deputado Anderson garante que enquanto não for resolvida a regulamentação da Polícia Penal e o PCCR da categoria, nenhum projeto da Sejus será votado na ALE/RO

por Ana Carolina Custódio publicado 29/06/2021 22h35, última modificação 29/06/2021 22h33
Parlamentar disse que é a favor do Governo abranger todas as categorias da Segurança Pública com a melhoria salarial

Durante sua fala na tribuna da Assembleia Legislativa de Rondônia, na sessão ordinária desta terça-feira (29), o deputado estadual Anderson Pereira (PROS), destacou a negociação do governo do estado com a Polícia Militar, quanto ao pleito de obtenção de melhoria salarial da categoria. O parlamentar disse que apoia a reivindicação dos militares e informou que é a favor do governo abranger todas as categorias da Segurança Pública com a melhoria salarial, já que as mesmas amargam anos de defasagem.

O deputado Anderson aproveitou para lembrar que a exemplo da Polícia Militar, a Polícia Penal também encontra-se amargando anos de defasagem salarial, disse que quando entrou no sistema o salário era de apenas R$ 900 reais e que hoje, com a desvalorização e o esquecimento do governo, os preços de todos os produtos aumentaram e o salário continuou congelado, sem o aumento mínimo inflacionário, o que deixa o servidor totalmente desmotivado.

“Falando da Polícia Penal, o que mais me entristece e revolta a categoria, é que a gente vem negociando a tempos, uma regulamentação que não envolve orçamento, gasto público, e acaba sendo uma enrolação muito grande, principalmente pela falta de compromisso do secretário da pasta. Se uma regulamentação já é difícil, imagine um Plano de Carreira. Enquanto não for resolvido esses pleitos, nenhum projeto da Sejus passa por essa casa”, pontuou.

Sistema Socioeducativo

O parlamentar destacou também o requerimento que enviou ao Poder Executivo, na intenção de indicar o retorno do sistema socioeducativo ao quadro de servidores da Secretaria de Estado de Justiça – Sejus, desvinculando os mesmos da Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social – SEAS.

“Fiz uma indicação para que a Fease saísse da SEAS e voltasse para a Sejus, porque a proposta do governo anterior, era melhorar o salário, a carreira, dar condições para os servidores, porém isso não aconteceu. A ressocialização do menor infrator que era prometida, também não aconteceu. Já que não aconteceu nada do que foi prometido, vamos devolver a Fease para a Sejus, para que a pasta cuide do sistema socioeducativo, que é um sistema muito complexo por lidar com menores infratores”, finalizou Anderson Pereira.

Texto e foto: Assessoria