Deputado Laerte Gomes comenta sobre fechamento de unidade frigorífica Marfrig em Ji-Paraná

por Jocenir Sérgio Santanna publicado 29/09/2021 11h39, última modificação 29/09/2021 11h39
Parlamentar informou que mais de 900 pais e mães de famílias ficaram desempregados de um dia para outro sem comunicação prévia por parte da empresa

O deputado Laerte Gomes (PSDB), na sessão da Assembleia Legislativa desta terça-feira (28), comentou sobre uma notícia publicada, informando o fechamento de uma unidade frigorífica no município de Ji-Paraná. Segundo o deputado, a empresa Marfrig, gerava mais de 900 empregos no município.

“É algo muito triste. Uma empresa que fecha sem comunicar, que deixa para fazer essa comunicação no dia se seu fechamento, uma empresa que tem incentivo fiscal do Estado de 80%, 90%, isenção de ICMS e que deixa 900 pais e mães de famílias sem emprego”, lamentou o deputado.

De acordo com o parlamentar, ao avaliar os motivos do fechamento, a saída do rebanho bovino do estado, pode estar ligada ao encerramento das atividades da Marfrig.

“Para se ter uma ideia, só neste ano de 2021, já saíram 112 mil cabeças de gado de Rondônia, no ano passado, 270 mil, ano retrasado, quase 300 mil. Esses gados que saíram lá atrás, era para estarem sendo abatidos agora. Porém, você chega em outra unidade frigorífica em Ji-Paraná, também foi dada férias coletivas. Saíram muitas matrizes e a escala está curta. Logicamente esse não é o motivo principal, mas um deles, que fazem com que uma unidade como a Marfrig, com capacidade de abater 1500 cabeças por dia, estava abatendo 500 e no outro dia não abatia, até fechar a sua unidade”, esclareceu Laerte Gomes.

O deputado informou que o custo de operação é alto e o abate foi pequeno. Laerte ainda citou as condições atuais do mercado, segundo ele, a planta não estava credenciada para atender a China e os Estados Unidos, onde o mercado de carne bovina é mais forte.

“É uma situação lamentável. E percebemos a preocupação de muitos produtores rurais, pecuaristas, pequeno, médio e grande, de tudo isso virar um cartelização como já tivemos no passado, aqui em Rondônia, onde chegamos a ter apenas, quatro ou cinco unidades frigoríficas no estado. Daqui a pouco nossos produtores podem se tornar reféns de uma ou duas unidades, algo muito preocupante mesmo”, ressaltou o deputado.

O parlamentar afirmou se tratar de um tema que deve ser avaliado de forma ampla, levando-se em consideração, se tratar de empresas que recebem incentivo fiscal.

“Que aliás se beneficiaram por longos anos com esses incentivos tributários e, na primeira crise, fecham as portas e vão embora. Isso mexe com a economia da cidade, causa transtorno para o município, enfim, e trata-se de um grupo que podemos ver que, na Bolsa de Valores, todo dia aumenta o valor de suas ações. Isso nos deixa muito preocupados. Lamento, profundamente, a atitude desse grupo que deixou tantas famílias de desempregadas do dia para a noite, além de todos os demais que serão prejudicados”, concluiu Laerte Gomes.

 

Texto: Juliana Martins/ALE-RO

Foto: Thyago Lorentz/ALE-RO