Deputados ouvem necessidades da Ceplac e pedem explicações da Emater sobre ações com o cacau em Rondônia

por Ronaldo Afonso do Amaral publicado 29/05/2019 19h38, última modificação 29/05/2019 19h38
Parlamentares vão a Bahia conhecer as novas tecnologias da cultura do cacau


A Comissão de Agropecuária e Política Rural da Assembleia Legislativa, se reuniu na manhã desta quarta-feira (29) para deliberar sobre matérias e ouvir o Superintendente da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Cacildo Viana da Silva sobre a produção do cacau e suas tecnologias em Rondônia. 

A Comissão foi presidida pelo deputado Cirone Deiró (Podemos) com a participação dos membros Lazinho da Fetagro (PT), Adelino Follador (DEM) e Chiquinho da Emater (PSB). 

Os parlamentares deliberaram sobre projeto, do Poder Executivo, que trata da Lei 054/19, que institui taxa de elaboração de projetos de crédito rural e assistência técnica, taxa de elaboração de projetos de créditos fundiário e assistência técnica, taxa para levantamento de limite de crédito, taxa de utilização do centro de treinamento da Emater, e taxa de fornecimento de nitrogênio líquido, vinculadas aos serviços prestados pela Emater. 

O deputado Lazinho da Fetagro emitiu parecer favorável à aprovação do projeto e foi seguido pelos demais parlamentares. A matéria segue para apreciação e votação em plenário. 

Atendendo convite da Comissão, o superintendente da Ceplac Cacildo Viana, fez uma explanação sobre a situação do cacau em Rondônia e as tecnologias aplicadas no processo atualmente. Ele começou falando que a cacaicultura no Estado sofria com a baixa produção, devido a doença conhecida como “vassoura de bruxa”, e que numa primeira visita ao estado da Bahia foi possível trazer tecnologias e novas genéticas e aplicar nas lavouras, o que gerou um avanço na produção. “Não tem como ficar no mercado, num mundo globalizado, com produto de baixa qualidade”, afirmou. 

Segundo ele, o maior avanço foi a chegada de tecnologias avançadas o que permite novos investimentos e crescimento no setor. E que por conta disso, não tem necessidade do jovem ou do produtor ir para o campo, pois ser tiver condições de trabalhar com a produção, de apenas, 10 hectares de cacau, ele tem um lucro de no mínimo R$ 250 mil ano. 

Cacildo relatou que Rondônia possui hoje aproximadamente 12.700 mil hectares, mas que nos últimos três anos está preocupado com a paralisação das ações da Ceplac e da Emater, por conta da falta de mão de obra nessas instituições. 

Contou que a Ceplac está há 35 anos sem contratar profissionais específicos para área do cacau. “Isso é temeroso, pois temos um estado muito avançado na cultura cacaueira e que não perde nem para a Bahia, pois temos duas horas a mais de sol do que lá, o que nos dá maior produtividade”, enfatizou. 

Cacildo falou também que Rondônia produz mais de 5 mil quilos de cacau por ano. Uma capacidade superior à de muitos estados do Brasil. “Precisamos de mais investimentos, mais profissionais, e de uma ação estratégica por parte das autoridades competentes, com mais apoio a assistência técnica”, afirmou. 

Sobre a viagem à Bahia, marcada para acontecer no mês de junho – com a participação de membros da Comissão de Agropecuária - Cacildo alertou que a equipe vai em busca de novas tecnologias aplicadas na cacaicultura, produção de mudas, e conhecer a forma correta do desenvolvimento dessas mudas, especialmente aquela direta com o produtor.  

Ao encerrar, o superintendente pediu que a Assembleia Legislativa ajude a estruturar a Ceplac, e assim permitir que essas tecnologias cheguem a todos os produtores do setor em Rondônia. 

 

Requerimentos 

O deputado Lazinho da Fetagro pediu, através de requerimento, que a Comissão de Agropecuária proponha a criação da Comissão da Frente Parlamentar do Cooperativismo dentro da Assembleia Legislativa, e lamentou a pouca quantidade de técnicos para executar as ações da Ceplac. 

O deputado Cirone Deiró pediu que a Emater apresente a Comissão da Casa de Leis, o plano de ação da entidade apontando as parcerias, os convênios, quantos profissionais ela disponibiliza atualmente, como é a assistência dada aos produtores, dentre outras informações. Será feito um convite para que os diretores prestem esses esclarecimentos junto a Comissão. 

Chiquinho da Emater sugeriu que o Poder Executivo crie um programa de governo para o cacau em Rondônia. “ Precisamos de um fortalecimento para o setor. Os produtores precisam do nosso apoio e das ações desses órgãos competentes”, pontuou.

Texto: Eláine Maia-Decom-ALE-RO

Fotos: Marcos Figueira-Decom-ALE-RO

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