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Falta de material e de equipamentos para cirurgias na rede pública de saúde é discutida na Comissão de Saúde

por Ronaldo Afonso do Amaral publicado 13/08/2019 14h15, última modificação 13/08/2019 16h08
Deputados aprovam a convocação do secretário estadual de Saúde, Fernando Máximo, para explicações


A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social (CSPAS) da Assembleia Legislativa, se reuniu na manhã desta terça-feira (13), no plenarinho 01, sob a presidência de Adailton Furia (PSD) e com as presenças dos deputados Dr. Neidson (PMN), Alex Redano (PRB), Jair Montes (PTC), Edson Martins (MDB) e Luizinho Goebel (PV). 

Em pauta, a discussão sobre as dificuldades que os pacientes estão enfrentando, nas unidades estaduais de saúde, com a falta de material e de equipamentos. Dr. Neidson fez um breve relato sobre levantamento feito por sua equipe de trabalho. 

"Um relatório, produzido pela equipe de meu gabinete, atestando as dificuldades que o Pronto Socorro do João Paulo II, onde não estão realizando cirurgias de joelho, por falta de equipamentos e de materiais. Foi retirada a empresa terceirizada e pacientes relatam que esperam há mais de um mês pela cirurgia ortopédica", informou. 

Segundo Neidson, "cirurgia buco-maxilo, pacientes aguardam por mais de dois meses, trazendo riscos de sequelas. Cirurgias urológicas suspensas por falta de material e equipamento também. O mesmo ocorre com as cirurgias vasculares. Esse cenário nos preocupa muito". 

A pedido de Neidson, foi aprovado o convite para que o secretário estadual de Saúde (Sesau), Fernando Máximo, compareça na reunião ordinária da Comissão, na próxima semana (20), para esclarecer os fatos. 

"Não sabemos o que aconteceu para desandar, mas é preciso dar um jeito. Não somente aqui na capital, mas no interior também. Em Cacoal, a situação da falta de material beira o caos. É preciso uma resposta urgente, para não chegar ao colapso", observou Furia. 

Adailton Furia disse ainda não entender por qual razão foi retirada a empresa terceirizada que realizava cirurgias, no Hospital de Base. "Isso precisa ser esclarecido também". 

Jair Montes acrescentou que a presença do secretário na Comissão, será importante para esclarecer os fatos relativos à pasta. "Saúde, educação e estradas é o que toca o Governo. No começo, elogiei a atuação do secretário e temos que retomar esse bom trabalho, pois se desandar de vez, fica difícil de consertar", completou. 

Montes ainda comentou que é preciso aumentar as parcerias com os municípios e parar com uma política voltada apenas a economizar. "A administração não visa lucro, não entendo a lógica de fazer economia, enquanto faltam medicamentos, material e equipamentos. Se tem recurso, 

Luizinho pediu que incluísse na pauta as demandas de cirurgias eletivas e também a questão da regulação. "Pacientes do Cone Sul sofrem com a demora na regulação e na realização das cirurgias eletivas, por isso peço que essa questão também seja inclusa nas discussões com o secretário da Sesau", pontuou. 

 

Mais convocação 

O deputado Lazinho da Fetagro (PT) encaminhou o pedido para a convocação do secretário estadual de Saúde, Fernando Máximo, para debater a morte de uma paciente, em trabalho de parto, nas dependências da maternidade do HB, em Porto Velho. Foi aprovada a convocação para o dia 21 de agosto, às 14 horas, em reunião extraordinária, da Comissão. 

 

Partos 

O deputado Alex Redano trouxe ao debate a questão dos partos normais ou cesáreas, que na visão dele, precisa ser discutida e a opinião das mães ser respeitada. "Muito se impõe que seja parto normal, com muitas vezes não sendo possível. Não se analisa as condições psicológicas da paciente. Na rede pública, se espera até o último momento, para poder fazer a cesárea. Isso tem trazido sequelas aos bebês, inclusive. Não é justo o que vem acontecendo com as gestantes, é um sofrimento muito grande". 

Redano sugeriu que seja realizada uma audiência pública, para debater o tema com médicos e a sociedade. Jair Montes relatou que sua mãe foi parteira na capital e disse que é preciso oferecer às parturientes a opção de escolha. 

"Não existe pré-natal na rede pública, infelizmente. E o médico, que vai fazer o parto, não tem informações sobre a paciente e a sua gravidez. Acaba sendo uma regra fazer parto natural, seguindo os protocolos em vigor, mas sem levar em conta as peculiaridades de cada caso", disse Furia. 

Dr. Neidson afirmou que o pré-natal é importante nesse processo. "Se há orientação e acompanhamento, muito seria superado e esse serviço é a cargo dos municípios. Há um protocolo do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina, que recomenda o parto natural, além de outras questões e é importante fazer uma audiência pública para esse debate". 

 

Apreciação 

Adailton Furia distribuiu duas matérias para relatoria. O primeiro, o projeto de lei 111/19, de autoria do deputado Geraldo da Rondônia, foi destinado para Dr. Neidson emitir o relatório. Já o projeto de lei 136/19 de autoria do deputado Adelino Follador (DEM), será relatado pelo deputado Jair Montes.

Texto: Eranildo Costa Luna-Decom- ALE/RO

Fotos: Marcos Figueira-Decom-ALE-RO


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