Follador defende destinação de recursos para atender a pobreza instalada na zona rural

por Ronaldo Afonso do Amaral publicado 11/06/2019 19h12, última modificação 11/06/2019 19h12
IBGE aponta dados que precisam ser observados pela Seas, diz parlamentar


Tendo participado da sessão ordinária que aprovou o texto modificativo (projeto de lei complementar) da Lei nº 842/2015, para acrescentar disposições que atendam ao Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), vinculado à Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Seas), o deputado Adelino Follador (DEM) disse que espera ver o atendimento à pobreza instalada na zona rural, que tem provocado intenso êxodo para os centros urbanos do Estado. 

De acordo com o deputado, o Fundo tem atualmente à sua disposição, em conta corrente, R$ 50 milhões, dos quais 40% (cerca de R$ 20 milhões) podem ser usados pela Secretaria em projetos e programa de combate à pobreza. “O que nós defendemos e queremos é que esses recursos sejam destinados também à população pobre do campo, para incentivar a produção e a geração de trabalho e renda para tantas famílias que vivem com dificuldade da agricultura familiar”, disse. 

Atento a este quadro da pobreza no território rondoniense, Adelino Follador justificou seu voto (a votação foi unânime), lembrando a titular da Seas e primeira dama do Estado, Luana Rocha, que observe os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicam os pontos de pobreza no Estado, destacando que, assim como nas cidades, a pobreza também assola a vida rural, onde segundo o Instituto, vivem mais de 50% dos pobres de Rondônia. 

Segundo o deputado os números do IBGE são importantes indicadores que precisam ser observados. “Nós esperamos que a secretária Luana Rocha seja sensível a esta situação no campo”, disse o deputado destacando a necessidade da liberação desses recursos para o atendimento a essas demandas tão essenciais. 

Follador disse que assim como o Restaurante Popular instalado na Zona Leste de Porto Velho, que precisa ser reativado pelo benefício social que encerra, é preciso igualmente investir no campo, na aquisição de calcário, tanques, alevinos, insumos, mudas de café e também na orientação técnica a tantos pequenos e micros produtores rurais que vivem da agricultura familiar e que necessitam de apoio oficial. “Neste ponto defendemos uma parceria da Seas para um trabalho conjunto da Autarquia de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), para o atendimento a esta demanda”.

Texto: Assessoria

Foto: Marcos Figueira-Decom-ALE/RO

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