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Lazinho da Fetagro constata precariedade de vida de catadores no lixão

por Igor_Cruz — publicado 16/03/2015 09h59, última modificação 16/03/2015 09h59
Deputado se compromete em trabalhar pelo reconhecimento do trabalho de catadores da capital...

 

O deputado Lazinho da Fetagro visitou na última semana a Vila Princesa, localizada ao lado do lixão, em Porto Velho, e se comprometeu em defender os direitos das pessoas que vivem e trabalham no local. O parlamentar atendeu convite de representantes da Cooperativa Rondoniense de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Catanorte) e de dirigentes da Associação de Moradores da Vila Princesa.

Ele percorreu as ruas da Vila Princesa, conversou com moradores e visitou o galpão da Cooperativa, onde constatou o trabalho de organização social com foco na comercialização de materiais recicláveis. Também acompanhou de perto a frente de trabalho dos catadores que atuam dentro do espaço onde funciona a lixeira municipal.

O parlamentar constatou que é em meio ao lixo, principalmente no momento que o caminhão da empresa coletora chega para despejar os resíduos, que os catadores rapidamente fazem a catação do material reciclável com maior aceitação comercial, de modo especial o alumínio e os plásticos em geral.

Mas as precárias condições de trabalho que homens e mulheres se sujeitam para obter uma renda mínima que lhes permitam a própria sobrevivência, bem como de suas famílias, deixaram o deputado sensibilizado e interessado em ouvir aquelas pessoas que já trabalham e vivem nestas condições há mais de vinte anos.

 

Problemas

Entre as falas dos moradores e dos catadores, foram apontados problemas como falta de abastecimento regular de água tratada, rede de saneamento básico inexistente e ruas cheias de buraco e lama. E resumiram, afirmando que há ausência de políticas públicas para o segmento.

Outra informação que chamou atenção do deputado foi saber que há mais de dois anos eles vêm discutindo com a administração municipal um projeto para implantação da coleta seletiva nas ruas de Porto Velho. Mas que, segundo os catadores, parece não ser uma pauta prioritária para a prefeitura, considerando a morosidade na efetivação desta proposta.

Eles lembraram que a Câmara de Vereadores já aprovou uma lei que autoriza o poder público a contratar entidades legalmente constituídas por catadores com dispensa de licitação para iniciarem imediatamente um programa de implantação da coleta seletiva em todo o município, mas que a legislação não foi aplicada ainda.

 

Abandono

De acordo com o deputado Lazinho, foi possível identificar o estado de abandono por parte do poder público municipal para com aquela comunidade e trabalhadores.

“É inadmissível que ainda hoje haja no Brasil situações de trabalho tão degradantes e desrespeitosas com homens, mulheres e também com o meio ambiente. Sem falar do enorme desperdício de materiais recicláveis que são diariamente enterrados no lixão”, disse Lazinho da Fetagro.

Na oportunidade, os catadores membros da Catanorte informaram ao deputado Lazinho que são recolhidos, por meio do trabalho manual dos catadores, em média 100 toneladas/mês de material reciclável no local. Em termos de volume isto representa aproximadamente dez mil metros cúbicos a cada ano.

Para o deputado, ficou evidente a importância da atividade dos catadores, pois para eles isso representa meio de obtenção de renda para a sobrevivência, mas que ao mesmo tempo eles estão prestando relevantes benefícios ao meio ambiente por evitarem que esse enorme volume de materiais coletados seja aterrado na lixeira municipal.

“Eles não estão tendo nenhum reconhecimento por esse benefício social e ambiental que prestam para o conjunto da sociedade”, afirmou Lazinho da Fetagro. O deputado informou que vai estudar o assunto com mais profundidade, buscando conhecer também a situação nos outros municípios e que irá empenhar-se na defesa dos direitos da categoria.

“Levarei essa situação ao conhecimento de todos os parlamentares de Rondônia, com objetivo de evidenciar as situações de trabalhos degradantes e a falta de respeito pelo meio ambiente e desperdício de material reciclável que está acontecendo no Estado”, afirmou Lazinho da Fetagro.

 

ALE/RO - DECOM - [Assessoria Parlamentar]

Foto: [Assessoria Parlamentar]

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