Reordenamento na educação provoca crise em Guajará-Mirim, diz Dr. Neidson

por Igor_Cruz — publicado 23/02/2016 18h09, última modificação 23/02/2016 18h09
Parlamentar afirma que mudanças foram implementadas sem realização de audiência pública...

 

A falta de diálogo prévio na implantação do reordenamento da educação no município de Guajará-Mirim foi o tema do pronunciamento do deputado Dr. Neidson (PTdoB), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (24). Da tribuna, o parlamentar leu um manifesto de professores, denunciando a situação caótica reinante, após estas mudanças administrativas introduzidas.

De acordo com o deputado Dr. Neidson, as mudanças foram implantadas de forma desordenada, sem a necessária e importante realização de audiência pública para tratar especificamente do assunto com a comunidade estudantil, pais de alunos e os demais profissionais da educação. A falta de diálogo, prosseguiu, acabou instalando o caos no sistema educacional.

Explicou o parlamentar que o problema decorre da deliberação das séries iniciais (antigo primário) do ensino fundamental ficarem exclusivamente com o município. Desta forma, disse ele, os professores que atuavam nestas séries estão sobrando, ficando sem lotação e consequentemente sem atividades.

O deputado também destacou que o documento enviado pelos professores denuncia a situação de 70 professores sem lotação; professores com carga horária incompleta; professores sem vínculo com o Estado, ministrando aulas, desvio de função de professores e professores sem lotação.

“Na prática, o reordenamento vem provocando transtornos, como a diminuição de salas de aula e em outros casos a superlotação de salas de aula”, declarou o deputado Dr. Neidson.

Em aparte, o deputado Lazinho da Fetagro (PT) disse que esta situação é grave e precisa ser averiguada minuciosamente, mas elogiou o trabalho desenvolvido pela Seduc. Já o deputado Laerte Gomes (PEN) salientou que a titular da Seduc tem se esforçado muito para resolver estas questões funcionais, observando, no entanto, que a principal preocupação é não prejudicar nos alunos. Ele encerrou pedindo que a titular da Seduc se desloque com urgência até Guajará-Mirim.

 

ALE/RO - DECOM - [Paulo Ayres]

Foto: José Hilde

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